Planalto reconhece dificuldade de aprovar reforma da Previdência e estende cronograma para negociar

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Palácio do Planalto tem em mãos a avaliação de que a reforma da Previdência, neste momento, teria sérias dificuldades de ser aprovada na Câmara dos Deputados e por isso decidiu estender o prazo de negociação do relatório na comissão especial que trata do tema, disseram à Reuters fontes palacianas.

Levantamento feito pelo jornal Estado de S. Paulo mostra, neste momento, apenas 96 deputados a favor da reforma entre os 433 ouvidos pelo jornal. O governo precisa de 308 votos a favor para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição.

“O governo tem noção do grau de dificuldade sim. Por isso a decisão de atrasar o cronograma até que se chegue a um relatório consensual, inclusive com os senadores”, disse uma das fontes. “Vai ser um trabalho duro, um a um, de convencimento.”

A intenção inicial era que o relator da proposta na Câmara, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), apresentasse seu relatório esta semana. A previsão agora é que fique para daqui a duas semanas, depois do feriado de Páscoa, para que haja tempo do governo negociar com todas as bancadas.

“A reação dos deputados foi à proposta do governo e não ao relatório, que vai ser um relatório de consenso, vai incorporar algumas das mudanças pedidas pelos deputados”, disse a fonte.

Apesar de afirmar sempre que tem uma base de mais de 400 deputados, o Palácio do Planalto sabe que, ao tratar da reforma e outros temas mais polêmicos – como foi a votação do projeto de terceirização – as defecções crescem. Deputados deixaram claro que o governo entrou atrasado na guerra da comunicação e o discurso de que serão retirados direitos da população chegou às suas bases.

“A construção da proposta da reforma da Previdência está sendo feita em conjunto com deputados e senadores. Este entendimento está sendo feito não só para espelhar a posição técnica, mas também a expressão política da base do governo. A proposta da Previdência está sendo consolidada para garantir votos que irão aprová-la”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

A iniciativa anunciada há duas semanas pelo presidente Michel Temer, de retirar servidores estaduais e municipais da reforma, foi uma tentativa de aplacar a base e funcionou por algum tempo, até o governo voltar atrás por pressão da equipe econômica e estabelecer um prazo para que os governos estaduais façam suas alterações ou a adesão à reforma federal.

O governo ainda trabalha com pontos que considera intocáveis, como a idade mínima e a necessidade de transição e o tempo de contribuição, mas fala em suavizar alguns pontos e mexer em temas como a contribuição dos aposentados rurais e a desvinculação dos reajustes dos Benefícios de Prestação Continuada ao salário mínimo, além de admitir estender a transição.

O Planalto negocia já há duas semanas com as bancadas na tentativa de chegar a um texto de consenso. Além disso, Temer vem tentando neutralizar no Senado os ataques à reforma feitos pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Nos últimos dias, Temer tem feito reuniões com senadores – nesta quarta-feira almoçou com um grupo e jantará com outros – para evitar que o discurso de Renan se propague na bancada.

© Thomson Reuters

Foto: EUTERS/Pilar Olivares


  • Boa tarde!
    O que o sr.Presidente precisa entender, que, um trabalhador seja de que área for, quando chega aos 55 ou 60 anos, já estão muito desgastados pelo tempo.
    55 anos de idade para quem trabalha é muito tempo, principalmente para quem outro ganho a não ser seu emprego.
    Faço pois um apelo para que consultem os baixa- renda,visite casas e vejam como sobrevivem
    A forma mais correta seria baixar 50%nos salários dos deputados e senadores,para sobrar mais dinheiro para o país.

  • Senhor Presidente, não vá na onda ou na conversa do Senhor Elizeu Padilha e nem do Ministro da Fazenda, porque o Senhor e esses dois ministros que informei nessa mensagem se aposentaram com idades precoce, voces acham que são mais bonitos que nós trabalhadores nordestinos, tá ruim mudem essa proposta mais urgente possivel pra poder mexer na carta magna, Uma sugestão pro senhor: é manter a idade minima pra homem de 55 anos e 35 anos de contribuição com proventos integrais e as mulheres com 50 anos de idade e 30 anos de contribuição, na soma 85/90, Ficando da mesma forma que foram pra vc´s, isso valerá pra todos, isso para Professor, Policia em geral, exercito, marinha, aeronautica, bombeiro, médico como também trabalhadores que trabalham na modalidade isalubre, ai acaba com essa celeuma, nenhum trabalhador é melhor que o outro.
    Essa é a minha proposta.

  • Boa noite vejo se falar muito em tratadores ruais, mas não se fala naquele senhora dona de casa urbana que hoje já não trabalha mais no mercado, mas já tem seus 15 anos contribudo ou mais e eu seus 58,59 anos para se aposentar com seus 60 anos por idade, que não tem nenhuma renda, a única esperança é essa aposentadoria para sobreviver!

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